\ Fast fashion: Lethicia para Riachuelo e Matthew Williamson para C&A

Essa semana que passou foi cheia de novidades para quem curte uma coleção especial de fast fashions! Depois de uma temporada meio morna nesse quesito, na quinta feira tivemos o desfile apresentando as peças da parceria entre a estilista Lethicia Bronstein e a Riachueloque começou a ser vendida na sexta feira, dia 23 – e também ficamos sabendo da mais nova super parceria da C&A, com ninguém mais ninguém menos que o estilista inglês Matthew Williamson! 

lethicia

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Eu estava louca para dar uma passada na Riachuelo antes de fazer esse post. Queria muito ver as peças ao vivo e experimentar as que mais gostei, mas como eu acho que por enquanto não vai rolar fazer provador com vestidos tão certinhos no corpo (e com zíperes invisíveis, o pesadelo de quase todas as grávidas rs), resolvi pedir ajuda para as amigas que foram conferir. Eu só consegui ver o desfile, e como muitas peças foram “desconstruídas” para se encaixarem no conceito da passarela, fiquei curiosa para ver o que de fato chegaria nas araras.

Eis algumas peças que eu achei incríveis, seus preços e cores:

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Sei que a grande polêmica da vez é em relação aos preços, mas antes de falar sobre isso, resolvi perguntar para todas as amigas que foram a mesma coisa: “e a qualidade, gente? Tá compatível?”

Todas me falaram que tirando algumas peças mais baratas, esses vestidos mais caros estão com uma qualidade muito boa, com detalhes bem feitos e um caimento bem legal. A Carina, essa minha amiga da foto que experimentou o vestido de oncinha com renda, disse que ele tem um tecido mais encorpado e bojo, o que modelou muito o corpo.

Sinceramente, eu não sei se conseguiria comprar os estampados. Primeiro porque, como eu já disse, eu tenho esse bloqueio com peças de estampas marcantes, que se esbarrar com alguém vestindo a mesma coisa é impossível de ignorar. Segundo porque minha experiência com estampas de coleção de fast fashion costuma ser sempre a mesma: eu amo, compro, começo a ver muito por aí, acabo cansando rápido demais e, salvo raras exceções, as peças terminam encostadas no fundo do armário.

Porém, um vestido preto de renda sempre será um vestido preto de renda, e dependendo de como você acessoriza, se encontrar outra pessoa com a mesma peça, não costuma ser tão problemático. Pelo menos não para mim. hehehe Eu também adorei o colete, as calças estampadas, as jaquetas bomber e as camisetas de renda com gola! São aquelas peças que não têm muita data de validade, podem ser usadas daqui a 2 anos e vão continuar funcionando. Sem contar que são ótimas para deixar looks básicos mais interessantes.

O probleminha maior obviamente está naquilo que todo mundo já apontou: os preços. Sim, gente, está bem mais caro mesmo. Até achei que a justificativa dessa coleção estar acima da média das parcerias de fast fashion seria pelo fato de serem peças mais elaboradas, com aplicações de rendas, tecidos mais encorpardos, com muitas texturas e detalhes. Até que eu recebi o release e as fotos da coleção do Matthew Williamson para a C&A e quase caí para trás.

Resolvi separar apenas as peças que realmente têm cara de Matthew Williamson, porque as outras – regatinhas básicas, shorts, blusas de manga comprida estampadas e lisas, etc – estavam com toda cara que foram escolhidas só para aumentar o volume da coleção. Olhem só os preços:

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Os vestidos que mais têm a identidade do estilista estão nessa faixa de 300, 360 reais também! Infelizmente não falaram no release se essas peças mais caras serão em seda, mas mesmo assim, ainda me lembro com saudades da primeira coleção da Stella McCartney para C&A, com produtos feitos de seda, qualidade ótima (tenho um vestido preto que está intacto até hoje)…e nenhum passava dos 300 reais.

Não duvido que vai vender bem – e no caso da Le, espero que venda muito bem, afinal ela é minha amiga e to desejando todo o sucesso do mundo para ela! – mas fico me perguntando se, em época de crise como a que estamos (crise esta que, ao que  tudo indica, só tende a piorar), aumentar tanto o preço médio das peças dessas collections é a coisa certa a se fazer. Para as marcas, com certeza essa é a medida mais lógica, mas será que está de acordo com essa mudança de perfil dos consumidores que estamos vendo tanto por aí? Eu acho que não!

Beijos

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